RÁDIO CULTURA FM - 87.9 MHZ

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Poças de lama

Quando olho dentes-de-leão, eu vejo ervas daninhas invadindo meu quintal. Meus filhos vêem flores para mãe e sopram a penugem branca pensando em um desejo.

Quando olho um velho mendigo que me sorri, eu vejo uma pessoa suja que provavelmente quer dinheiro e eu me afasto. Meus filhos vêem alguém sorrir para eles e sorriem de volta.
Quando ouço uma música, eu gosto e sei que não sei cantar e não tenho ritmo, então me sento e escuto. Meus filhos sentem a batida e dançam. Cantam e se não sabem a letra, criam a sua própria.

Quando sinto um forte vento em meu rosto, me esforço contra ele. Sinto-o atrapalhando meu cabelo e empurrando-me para trás enquanto ando. Meus filhos fecham seus olhos, abrem seus braços e voam com ele, até que caiam a rir pela terra.
Quando rezo, eu digo Tu e Vós e conceda-me isto, dê-me aquilo. Meus filhos dizem, "Olá Deus! Agradeço por meus brinquedos e meus amigos. Por favor mantenha longe os maus sonhos hoje à noite. Eu ainda não quero ir para o céu. Eu sentiria falta de minha mãe e de meu pai."

Quando olho uma poça de lama eu dou a volta. Eu vejo sapatos enlameados e tapetes sujos. Meus filhos sentam-se nela. Vêem represas para construir, rios para cruzar e bichinhos para brincar.
Eu queria saber se nos foram dados os filhos para os ensinarmos ou para aprendermos.

Aprecie as pequenas coisas da vida, porque um dia você poderá olhar para trás e descobrir que eram grandes coisas grandes.
Meu desejo para você?
Grandes poças de lama e dentes-de-leão!!!
Tradução Sergio Barros

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A catadora de vidro



Uma família de cinco pessoas estava passeando um dia na praia. As crianças estavam tomando banho de mar e fazendo castelos na areia, quando, ao longe, apareceu uma velhinha.

Seu cabelo grisalho esvoaçava ao vento e suas roupas eram sujas e esfarrapadas. Resmungava qualquer coisa, enquanto apanhava coisas da praia e as colocava em um saco.

Os pais chamaram as crianças e lhes disseram para ficar longe da velha.

Quando esta passou, curvando-se de vez em quando para apanhar coisas, sorriu para a família, mas seu cumprimento não foi correspondido.

Muitas semanas mais tarde, souberam que a velhinha dedicara a vida ...à cruzada de apanhar caquinhos de vidro da praia para que as crianças não cortassem os pés.

Em nossas vidas é assim...algumas pessoas passam  a vida inteira nos protegendo  sem que saibamos... em troca nem bom dia...quanto mais um obrigado!!!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Como era a pessoa de Jesus Cristo


O governador da Judéia, Públius Lentulus, ao César Romano: Soube ó César, que desejavas informações acerca desse homem virtuoso que se chama Jesus, que o povo considera um profeta, e seus discípulos, o filho de Deus, criador do céu e da terra.

Com efeito, César, todos os dias se ouvem contar dele coisas maravilhosas. Numa palavra, ele ressuscita os mortos e cura os enfermos. É um homem de estatura regular, em cuja fisionomia se reflete tal doçura e tal dignidade que a gente sente obrigado a amá-lo e temê-lo ao mesmo tempo.

A sua cabeleira tem até as orelhas, a cor das nozes maduras e, daí aos ombros tingem-se de um louro claro e brilhante; divide- se uma risca ao meio, á moda nazarena. A sua barba, da mesma cor da cabeleira, e encaracolada, não longa e também repartida ao meio. Os seus olhos severos têm o brilho de um raio de sol; ninguém o pode olhar em face.

Quando ele acusa ou verbera, inspira o temor, mas logo se põe a chorar. Até nos rigores é afável e benévolo. Diz-se que nunca
ninguém o viu rir, mas muitas vezes foi visto chorando. As suas
mãos são belas como seus braços, toda gente acha sua conversação agradável e sedutora. Não é visto amiúde em público e, quando aparece, apresenta-se modestissimamente vestido. O seu porte é muito distinto. É belo. Sua mãe, aliás, é a mais bela das mulheres que já se viu neste país.

Se o queres conhecer, ó César, como uma vez me escreveste, repete a tua ordem e eu te o mandarei. Se bem que nunca houvesse estudado, esse homem conhece todas as ciências. Anda descalço e de cabeça descoberta. Muitos riem, quando ao longe o enxergam; desde que porém. se encontram face a face com ele, tremem e admiram-no.


Dizem os hebreus que nunca viram um homem semelhante, nem
doutrinas iguais às suas. Muitos crêem que ele seja Deus, outros afirmam que é teu inimigo, ó César. Diz-se ainda que ele nunca desgostou ninguém, antes se esforça para fazer toda gente venturosa.
(A descrição acima foi traduzida de  uma carta de Públius Lentulus a César Augusto, Imperador de Roma. Públius Lentulus foi predecessor de Pôncio Pilatos como governador da Judéia, na época em que Jesus Cristo iniciou seu ministério. O texto original encontra-se na biblioteca do Vaticano. Comprovada sua autenticidade, tornou-se, fora da Bíblia, o documento mais importante sobre a pessoa do Senhor Jesus.)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O semeador


 
Quando eu estava no primário, o valentão da oitava série deu-me um soco no estômago. Não somente me feriu como, também, me deixou bastante irritado, o embaraço e a humilhação eram intoleráveis. Eu queria, desesperadamente, igualar o placar! Eu planejei encontrá-lo no dia seguinte no estacionamento de bicicletas e me vingar.

Por alguma razão, eu contei meu plano para Nana, minha avó - grande erro. Deu-me uma de suas lições, daquelas que duram horas (aquela mulher realmente sabia falar). O sermão foi longo e, entre outras coisas, me 
lembro dela dizer-me que eu não precisava me preocupar com ele. Disse:  - As boas ações produzem bons resultados e as más ações produzem maus resultados.

Eu respondi, de uma maneira agradável, naturalmente, que eu estava cansado disso. Eu lhe disse que eu fazia coisas boas a toda hora e tudo o que consegui de retorno foram besteiras. Ela me 
encarou, bem séria, e disse:
- Cada boa ação voltará para você algum dia e, da mesma forma, cada má ação também voltará à você. Não tenha dúvida.

Levei cerca de 30 anos para compreender a sabedoria de suas palavras.

Nana estava vivendo em uma casa de repouso em Laguna Hills, Califórnia. Toda terça-feira, eu a visitava e a levava para um jantar. Eu sempre a encontrava bem vestida, sentada em uma cadeira de frente à porta. Me lembro bem de nosso 
último jantar. Fomos à um simples e pequeno restaurante. Eu pedi uma carne de panela para Nana e um hambúrguer para mim. A comida chegou e enquanto eu devorava um sanduíche, notei que Nana não estava comendo.

Apenas olhava fixamente para a comida em seu prato. Puxei o prato de Nana e cortei sua carne em pequenos pedaços. Então recoloquei o prato à sua frente. Enquanto ela, muito fraca e com grande dificuldade, colocava a carne em sua boca, fui atingido por uma 
recordação que trouxe lágrimas aos meus olhos. Quarenta anos antes, quando era um pequeno menino, quando sentava-me à mesa, Nana pegava a carne em meu prato e a cortava sempre em pequenos pedaços, assim eu poderia comer sem dificuldades.

Levou 40 anos, mas a boa ação tinha sido retribuída. Nana estava certa. Nós colhemos exatamente o que semeamos. "Cada boa ação que você fizer, algum dia 
voltará à você".

Ah! E quer saber sobre o valentão da oitava série?
Apanhou e correu do valentão da nona série.

Bom dia!!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Fale a sua verdade mas saiba ouvir a do outro...



Recentemente, descobri que não sou um bom ouvinte; e comecei a observar mais as pessoas nesse sentido. E constatei que muitas pessoas também têm tendência à chatice. Sim, porque chato é aquele que sempre tem uma opinião sobre tudo e que acha que deve expressá-la a todo momento. O chato acredita que o outro não é capaz de dizer tudo o que é necessário e que a sua contribuição para o assunto ou para resolver o problema é fundamental e indispensável.

O Chato não quer ouvir, não sabe ouvir, não suporta ouvir! Só quer falar e, justamente por isso, acaba perdendo momentos preciosos da vida, afastando-se de pessoas maravilhosas de seu convívio. E o pior: é rotulado, com razão, como arrogante!

É preciso exercitar a arte de ouvir porque, quem não ouve, não cresce; fica apenas com a bagagem que já possui.

Reconheça mais e considere os pensamentos e sentimentos das pessoas que convivem com você. Crie o hábito de perceber o que os outros querem realmente dizer. Dê uma chance às pessoas de colocarem por completo as suas idéias, "pô"!

Saiba escutar! Aprenda a perceber as intenções e as necessidades dos outros. Seja mais humilde e ouça as pessoas, as suas verdades.

Coloque-se no agora e deixe claro para si mesmo o que foi dito pelo outro, "tá"? Interesse-se pelos planos, pelos ideais, pelos problemas e pela vida de quem está diante de você, apenas tendo uma atitude de ouvir. Tenha calma e abaixe a sua ansiedade quando estiver numa conversa. Fale mas também ouça! Sorria mais, viu? Desenvolva mais o seu bom-humor e deixe mais à vontade quem conversa com você.

Bom Dia! Bom Divertimento! Aquele abraço! Aquela Paz!
"Quem fala e não ouve é egoísta. Só sabe falar quem sabe ouvir"

quarta-feira, 15 de maio de 2013

As sete verdades do bambu


As sete verdades do bambu
Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou: Vovô, corre aqui !

Me explica como esta figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para abraçar seu tronco se quebrou, caiu com vento e com chuva, e...

...este bambu tão fraco continua de pé ? Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sòzinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” ( e não de eu’s ). Como ele é ôco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade é que o bambu é ôco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser ôco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

(Padre Léo)

terça-feira, 14 de maio de 2013

A Fábula do camundongo


Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato.

Um mágico teve pena dele e o transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera.

Então ele começou a temer os caçadores. A essa altura o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse:

- Nada que eu faça por você vai ajuda-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo.

É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto.

Coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente; e enfrentar as adversidades, vencendo os medos...